10 fatos sobre minha relação com as bonecas

Reúno a seguir 10 curiosidades referentes a meu amor por bonecas.
1- Quando criança, eu gostava de diversas brincadeiras. Andar de velocípede, pular corda, soprar bolinhas de sabão, jogar bola, balançar, andar de bicicleta, pular na cama elástica, rolar o morro gramado do jardim de uma das escolas onde estudei e me esbaldar em parques de piscinas de bolinhas eram, sem dúvida, algumas das atividades que mais me davam prazer. Passar o tempo com bonecas e me dedicar às inúmeras possibilidades que isso me oferecia representavam, contudo, algo que, se envolvesse bebês e menininhas de plástico, aconchegava particularmente meu coração.

Aos três aninhos, brincando de jogar bola num parque. Ao fundo está minha avó

Aos seis anos de vida, em outro parque, pedalando minha bicicleta

Na varanda de casa, aos oito anos, brincando no velocípede com uma amiguinha da escola (nesse meio-tempo, um bambolê e um quadro-negro aguardavam ser novamente manuseados)

Com nove, quase dez anos de idade, divertindo-me, com outras crianças, na cama elástica montada no quintal da casa de amigos, durante uma festa de aniversário

2- Com base no que mencionei acima, brincar de boneca, ao contrário de alguns dos passatempos anteriormente citados, foi um hobby que percorreu toda a minha infância, tendo se estendido até o comecinho de minha adolescência, pois deixei de lado minhas meninas só aos 13 anos de idade.
3- Diferente da maioria das garotas, sempre preferi bonecas bebês e meninas a bonecas Barbie, Susi e similares. Houve apenas uma fase (que, se tiver durado dois meses, foi muito) durante a qual achei que gostava mais das moças da Mattel e de outras do gênero do que das nenéns, o que se deu quando eu tinha oito anos de idade.
4- Mesmo que as Barbies não estivessem entre minhas prediletas, brinquei à beça com elas e com itens associados às moçoilas, no caso uma banheira, um parque aquático, um salão de beleza e um jipe.
5- Entre as nenéns, minha preferida era a Bebezinho, da coleção Bebezinhos, da Estrela, que ganhei no Dia das Crianças de 1995, enquanto, entre as Barbies, minha predileta era a Barbie Princesa Borboleta, que foi um presente que recebi em 1996.

Minha Bebezinho

Minha Barbie Princesa Borboleta

6- Apesar de adorar bebês e menininhas, nunca gostei de bonecas grandes demais, como a Amiguinha ou aquelas que representavam certas cantoras famosas, apresentadoras de programas infantis e outras – este último grupo, então, eu achava horroroso.
7- Minhas brincadeiras com as bonecas bebês eram levadas às "últimas consequências". Isso porque, além de lhes dar de mamar e de comer, de trocar suas roupinhas, de pentear seus cabelos, de banhá-las e de niná-las, dentre outras atividades clássicas associadas à interação com as nenéns de plástico, eu inventava melhores amigas para várias delas (por exemplo, Isabel era mais afeiçoada a Catarina, enquanto Carine era mais apegada a Alissa); concedia bichinhos de pelúcia e bonequinhas, como a Chuquinha, a algumas das meninas, fazendo de conta que eram seus próprios brinquedinhos; vestia-as segundo o clima, as estações do ano ou determinadas datas comemorativas, tais quais seus aniversários (que eu criava e anotava) e o Natal; fazia festinhas a fim de celebrar seus aninhos de vida, que muitas vezes contavam com balões que eu enchia e com singelas lembrancinhas que eu improvisava; ministrava-lhes aulas; e, já no fim da infância, quando eu contava com uns 12 anos de idade, desenhava, imaginando as pequenas aos sete ou oito aninhos, modelitos de roupas e quartos decorados para elas, "artes" que guardo até hoje.

Foto atual em que aparecem Erika (Erika), Isabel (Bebezinho) e Catarina (Baby Jr.) usando vestidos que, durante minha infância, eu associava a festividades

Aqui estou eu, aos seis anos de idade, em meio à festinha de aniversário de minha amada Isabel, que à época se chamava Marina. Acredito ter sido esta a primeira vez em que brinquei de celebrar os aninhos de vida de uma boneca, além de ter sido a única ocasião do gênero em que houve bolo e docinhos de verdade. Em compensação, as festas posteriores, que passaram a ser realizadas em meu quarto, quase sempre contavam, como mencionei no fato número 7, com bexigas e com lembrancinhas, entre outros artifícios de que eu me valia

Quarto decorado que bolei para uma Isabel de oito anos de idade...  

... em que se destaca a estante contendo brinquedos, TV, fitas VHS, aparelho de som, CDs, livros, porta-retratos, bolas e caixas de enfeite

Já aqui se apresenta um quartinho que criei para Erika, também pensando nela aos oito aninhos (não sei por que eu gostava tanto dessa idade!)

O "auge" de minha criatividade foi ter concebido fantasias de Halloween para algumas de minhas bonecas numa época em que a data comemorativa em questão era pouquíssimo celebrada aqui, no Brasil

8- Fora suas roupinhas de fábrica, algumas de minhas garotas, especialmente Isabel (Bebezinho) e Catarina (Baby Jr.), duas das nenéns de que eu gostava mais, vestiam peças costuradas por minha avó e outras oriundas da incrível Feirinha Hippie de Curitiba, onde passei quase toda a segunda metade da infância e o comecinho da adolescência.
9- Embora brincasse ao máximo com minhas bonecas bebês, todas elas chegaram muitíssimo bem conservadas a minha vida adulta, pois nunca fui uma criança desmazelada. Lembro, inclusive, que, já em tenra idade, incomodava-me extremamente com a postura descuidada de certas meninas com respeito a suas garotinhas de plástico, que, entre outros sacrilégios, riscavam à canetinha, pintando, por exemplo, suas unhas, e sujavam e desgrenhavam, sem a menor preocupação de limpá-las e de penteá-las, como se as desprezassem, em vez de amá-las.

10- Mantenho minhas bonecas bebês e menininhas favoritas, minhas Fofoletes prediletas, minhas cinco Barbies, meu Ken, minha Susi, minha Mili da Estrela e minha Chuquinha, assim como os itens que incrementavam minhas brincadeiras com a maioria dessas adoráveis criaturas, a exemplo de roupas e de acessórios para refeições e para banho no que se refere às nenéns e das peças citadas no fato número 4 no que diz respeito às mocinhas da Mattel. Já adulta, adquiri quatro bonecas de porcelana da Coleção Damas de Época, da Planeta DeAgostini, que encarnam as heroínas Elinor Dashwood, Elizabeth Bennet, Emma Woodhouse e Anne Elliot, protagonistas, de maneira respectiva, dos romances Razão e Sensibilidade, Orgulho e Preconceito, Emma e Persuasão, de Jane Austen, além de ter obtido uma Tippy e uma Bebê Moranguinho da safra de relançamentos da Estrela. Enfim, apesar de não ser colecionadora de bonecas, sou uma amante inveterada dessas meninas.

I have a dream, a fantasy
To help me through reality

Quem tiver gostado desta publicação provavelmente curtirá os posts Declaração de amor a uma boneca, Bonecas bebês da infância e 30 anos de Isabel.

                                                                                                                                – Karen Monteiro

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